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Destaque do Sport tenta seguir passos do pai e se tornar jogador profissional

O amor pelo futebol muitas vezes está no DNA da família. Não é difícil encontrar casos de filhos que seguiram os passos dos pais e foram em busca do sucesso como jogador de futebol. O garoto Guilherme Kabaz, de apenas 10 anos, vive este sonho e com o apoio do pai vai trilhando um caminho rumo ao profissionalismo em um grande clube. Seu Erlon Maciel, pai de Guilherme, também já passou por essa fase mas teve a carreira interrompida por conta de uma grave lesão no joelho direito no auge de seus 28 anos.

DESDE CEDO COM A BOLA NOS PÉS

Desde cedo Guilherme joga futsal e o seu primeiro título veio com apenas 7 anos, um Campeonato Pernambucano com a camisa do Náutico, em 2013. Atualmente ele defende o Sport Club do Recife na categoria sub-11, no futsal e também no campo,  sendo um dos destaques em ambos por conta dos títulos e gols importantes. Recentemente conquistou a Supercopa América de Futsal com o Leão da Ilha, em Balneário Camboriú-SC.

Sobre o filho talentoso Erlon rasga elogios e reconhece que ele pode sim construir uma carreira de sucesso. No entanto é preciso ter muito cuidado nesta idade e principalmente conter a euforia de uma criança de apenas 10 anos. “Pego muito na disciplina dele e procuro ensinar a não criar alguns vícios do esporte, como não ter ética e só pensar em vencer a qualquer custo”, conta Erlon, hoje coordenador de esportes de uma escola particular no Recife e professor de educação física.

LESÃO E ESTUDOS MUDARAM O DESTINO DO PAI

Erlon, hoje com 39 anos, foi jogador profissional tanto no campo como no futsal. Nos gramados ele chegou a subir para o time profissional do Náutico como lateral-direito e treinou com Muricy Ramalho, hoje comentarista esportivo. Já no futsal ele teve um pouco mais de sorte e reconhecimento.

Com apenas 15 anos já integrava o time adulto da Votorantim, time de muito sucesso no estado entre os anos 80 e 90, e passou ainda por Sport e Santa Cruz. Também atuou na Espanha, pelo Manresa (1996), mas não seguiu adiante por que optou pelos estudos quando foi aprovado no curso de Educação Física na Universidade de Pernambuco (UPE).

Mesmo não querendo levar a carreira à frente Erlon ainda teve tempo de conquistar o maior título de sua história nas quadras – em 2000 com a Seleção Brasileira ele sagrou-se campeão mundial universitário, que foi disputado em João Pessoa-PB.  “Parei de jogar de vez em 2006 quando rompi todos os ligamentos do joelho direito e ainda tive uma fratura na patela”, relata Erlon.

NÃO GOSTA DE ASSISTIR FUTEBOL?

Se tem algum ponto que Guilherme precisa corrigir como jogador ele prefere fazer na prática mesmo.  Ele não é muito fã de parar para assistir jogos na TV, conta o pai.  O hobby está em ler livros e se dedicar aos estudos para tirar boas notas.

Seus principais ídolos são Messi e Cristiano Ronaldo, mas, mesmo sendo fã dos dois ele não tem costume de assistir as partidas nem do argentino muito menos do português. Ainda falta muito para se tornar um jogador profissional de futebol mas ele já está na fase de transição do futsal para o campo. A decisão partiu do próprio Guilherme.  “Eu deixo ele livre para escolher o seu caminho mas vejo que a vontade dele é ser jogador mesmo”.

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Matheus Silva

Jornalista com vasta experiência em coberturas esportivas, apaixonado por Futsal e atualmente Editor do Info Futsal.

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